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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

arte com baloes





Estes monstros são frutos da mente do artista novaiorquino Jason Hackenwerth. Jason que faz coisas incríveis com balões. Cada uma dessas criaturas das profundezas dos oceanos demora cerca de 8 horas para ficar pronta e seus trabalhos estão sempre presentes em galerias de arte.

pagina oficial do artista : http://www.jasonhackenwerth.com/

sábado, 18 de setembro de 2010

Gustav KLimt

O artista em sua típica túnica, fotografado por volta de 1914 diante de seu ateliê na rua Josefstaedter, nas proximidades de Viena.a
"Não há nehum auto-retrato meu. Não me interessa a própria imagem como objeto do quadro, apenas outras pessoas, especialmente femininas, mais ainda em interessam outros fenômenos.
Nascido em Baumgarten, próximo de Viena, Gustav Klimt (1862 - 1918), desenvolveu sua carreira no momento em que a capital da Áustria se transformava em uma das cidades mais brilhantes da Europa.
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Filhos de ourives e educado na Academis de Artes Aplicadas, Klimt defendia a fusão das belas-artes com o artesanato. Suas obras literalmente brilharam ao incluir a sutuosidade de folhas de ouro e prata em telas inspiradas nos mozaicos bizantinos.

udith I (1901) - Óleo e folha de outro sobre tela. (clique na imagem para ampliar)
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Esta é uma das obras mais conhecidas de Klimt. Aqui o pintor ofereceu uma versão inovadora do mito de Judith, a famosa viúva judia que, para libertar o povo hebreu, seduziu e decapitou o general assírio Holofernes. Nessa tela, a protagonista transforma-se no ícone erótico da mulher fatal. E Judith I causou polêmica na época: o rosto contemporâneo da modelo, com seu penteado e suas feições, reflete sem disfarce o prazer sexual de uma mulher que acaba de abater seu amante.

A força da composição se concentra no rosto da mulher que, ligeiramente inclinado, dá a sensação de desfrutar o clímax sexual, como indicam os olhos entreabertos, a insinuante boca, as narinas dilatadas e as bochechas avermelhadas. Enfeitada por uma gargantilha larga e dourada, a pernoagem exerce tal fascinação que os demais elementos parecem acessórios.
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O eterno feminino foi seu maior tema, a essência de retratos e alegorias. A sensualidade e erotização de suas obras, provocaram a sociedade autríaca, revelando a ambiguidade da época, causando atração e repulsa ao mesmo tempo.
O beijo (1907-1908) - Óleo e folha de ouro e prata sobre tela.

Qualificado como obra-prima, O beijo é a pintura mais famosa de Klimt. Símbolo da Viena brilhante e um dos ícones da arte do século XX, a obra se tornou a peça chave para a reconciliação entre o artista e o governo.
Com abundante utilização de folhas de ouro, suntuosidade dos motivos ornamentais e pelo tratamento da superfície ao estilo dos mozaicos bizantinos, a pintura contitui o auge do período dourado do artista.

Aqui a figura masculina assume papel ativo, algo incomum na obra de Klimt. Ajoelhada, a mulher mostra atitude passiva, entregue em uma composição serena, quase sonhadora.

Conforme a convenção pictória que associa as formas retilíneas com a masculinidade e as curvas com a feminilidade, Klimt decorou a túnica do homem com retângulos pretos dourados e prateados. Por sua vez, enfeitou o vestido da mulher com desenhos sinuosos e circulares, alguns dos quais contém motivo floral policromático.

Apesar da tela representar a sublimação do amor físico, a carga erótica é sensivelmente inferior à outras obras do artista. Envoltos por um decorativismo suntuoso, sensual e brilhante, os elementos figurativos do casal parecem destacar mais o ssentimentos de ternura, proteção e romance do que os derivados do impulso sexual, tão presentes nos trabalhos de Klimt.

Klimt foi um artista único, interpretando a seu modo as descobertas das vanguardas européias, acreditando em novas possibilidades dentros dos rígidos padrões da época. Sensual e sonhador, a pintura de Klimt segue com uma originalidade única e singular.

O abraço (1905-1909) - Técnica mista
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Colaborou com a Oficina de Viena, empresa que difundiu a versão local do Art Nouveau com elaborados desenhos têxteis. Sua identificação com o decorativismo, o levou a desenvolver um tratamento plástico nas vestimentas de suas obras de forma singular, em contraste com o realismo dos rostos que pintava.

Retrato de Adele Bloch Bauer I (1907) - Óleo e folha de ouro e prata sobre tela
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Este é o mais famoso retrato de Klimt e representa, junto com O beijo, o ápice de sua época dourada. A modelo Adele Block-Bauer era esposa de Ferdinand Bloch, prestigiado vienense de origem judia e que encomendou o retrato ao pintor.
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Klimt investiu bastante tempo na confecção deste quadro. Os primeiros esboços remontam a 1903 devida a elaborada e complexa técnica empregada, que previa a colocação de folhas de ouro e prata, e a realização com gesso de intrincados motivos em relevo.
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Como uma composição triangular e assimétrica, Klimt dipôs Adele em um ambiente sobrecarregado, barroco, sufocante e claustofóbico.

O dourado invade o fundo e é o elemento fundamental do vestido, onde a ornamentação integra a iconografia habitual do pintor na fase dourada: espirais micênicas, olhos em estilo egípcio, círculos, retângulos e xadrezes. A aura repleta de ovais em torno da cabeça e a estranha forma à esquerda da modelo, remetem aos famosos mozaicos bizantinos.

O pintor resolveu brilhantemente as limitações do formato, inclinando a cabeça das personagens. Como isso acentuou a sensação de solidão e desespero da anciã diante da proteção, carinho e esperança da mãe e da menina, ao mesmo tempo que todas personagens se inclinam perante a passagem do tempo.

A obra e a atuação de Klimt e o seu comprometimento com a Secessão Vienense (o artista foi o primeiro presidente do movimento, que se baseava na ruptura com as academias oficiais da época) e outras associações de artistas das quais fez parte, foram fundamentais para a revisão dos padrões estabelecidos pela academia na sociedade austríaca. Anteciparam e inspiraram os movimentos modernistas, que envolveram a arte, a arquitetura e as artes aplicadas, na intenção de integrá-las, entre eles a criação da Bauhaus.

domingo, 15 de agosto de 2010

David La Chapelle


David LaChapelle nasceu no estado Norte-Americano da Carolina do Norte no ultimo ano da década de 60 do século XX. Estudou Belas Artes na North Carolina School of the Arts até se dirigir rumo a Nova Iorque estudar simultaneamente na Arts Student League e na School of Visual Arts.Já na Big Apple, LaChapelle conseguiu o seu primeiro trabalho profissional enquanto fotógrafo ao serviço da revista Interview, pela mão precisamente do seu fundador, Andy Warhol. Durante o final da década de 80 e na década de 90 LaChapelle começou a ser grandemente reconhecido na cena nova-iorquina.

Esse reconhecimento deve-se à inusualidade das imagens que cria, testemunho de um mundo surreal, através de fotos ultra saturadas que misturam o glamour com uma fantasia cómica, de beleza e bizarria.O seu trabalho fotográfico já foi capa de todas as principais publicações de moda e não só, como a Italian Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D, Vibe, Interview, e a The Face, entre muitas outras. Encontra-se também sob contracto com a americana Vanity Fair. Dentro da publicidade, o currículo de LaChapelle estende-se a marcas como L’Oreal, Iceberg, MTV, Ecko, Diesel Jeans, Sirius, Ford, Sky Vodka, etc. Além dos habituais retratos que faz dos mais importantes (leia-se, famosos) artistas contemporâneos, LaChapelle concebeu capas para os albums de músicos como Macy Gray, Moby, No Doubt, Whitney Houston, Lil’ Kim, Elton John, e Madonna.


A temática de LaChapelle, além de única, é de tal forma peculiar que é facil reconhecer o seu trabalho em qualquer parte. No seu trabalho, o absurdo e o exagero de cores, formas, pessoas e situações é constante.


LaChapelle cria um mundo estático onde tudo tem brilho e tudo o que compõe a imagem está a posar para e a servir a foto, desde os próprios modelos até um acessório aparentemente sem importância como uma cadeira ou a sebe de um jardim. Tudo, até ao mais ínfimo pormenor é pensado num enquadramento de David LaChapelle.

Praticamente todas as fotografias de Lachapelle contam como que uma história, visto que falam através de personagens que se encontram em situações muito peculiares. Todas essas personagens, têm algo de não-humano, como se fosse ascendência à perfeição através dos seus corpos incrivelmente brilhantes, poses e figuras perfeitamente esculpíveis, à semelhança das representações olímpicas da antiga grécia.

As imagens de LaChapelle estão carregadas de humor, ironia e surrealismo. Uma pessoa nua no meio de um campo verde, um glamoroso transplante facial, ou um catiçal de diamantes numa sala toda pintada de uma só cor berrante, são lugares-comuns no trabalho do norte-americano.

Análise da composição da Imagem
LaChapelle, é com toda a certeza um dos fotógrafos contemporâneos que mais trabalho dedica à fase da composição. Raramente as suas fotos são espontâneas, e quase sempre têm um elaborado trabalho de composição de cor e equilibrio dos vários elementos por detrás.

Por norma, as imagens de David LaChapelle, são extremamente preenchidas, e recheadas de todo o tipo de acessórios e adereços que sirvam a personagem que ele fotografa. Esses adereços nunca são deixados ao acaso, constituindo, por outro lado, um elemento fulcral para a narrativa da imagem.
As personagens das suas obras nunca se encontram muito longe da objectiva, estão sempre apenas longe suficiente para que todo o seu corpo possa comunicar com a imagem. LaChapelle, tem por isso uma predilecção por planos americanos e por planos gerais. Outra característica comum, é o uso regular da profundidade de campo, especialmente nas fotografias de exterior.

Site official do artista -> http://www.lachapellestudio.com/

































































































































































































































sábado, 19 de junho de 2010

Galeano - Músico e artista plástico

... permeada de notas musicais e pinceladas coloridas

O ano era 1978; na Argentina, a ditadura comandava e a Escola de Belas Artes estava sob intervenção militar. Ele esperou a conclusão do curso e de posse do seu diploma, vendeu os seus bens: uma geladeira, uma cama, um fogão de duas bocas à querosene e um gato asmático, companheiro de muitas batalhas.



Portando uma mochila e um violão no ombro, pegou carona com um conjunto de música latino-americana que estava saindo do seu pais em turnê pelo mundo, sem data para voltar. Percorreu a América latina com o grupo; começou pela Bolívia; depois foram para o Peru, Equador, Venezuela e os paises do Caribe. Fizeram apresentações em locais inusitados, desde as feiras livres até as universidades.



Chegaram finalmente ao México onde a banda se dispersou, por motivos diversos; alguns tentaram entrar na Yankilândia (risos); outros foram para a Europa; ele e um amigo flautista decidiram descer pelas Guianas e entrar no Brasil pela Amazônia. Depois de infinitas peripécias e aventuras fantásticas, finalmente, chegaram à Bahia, atraídos pela musica e pelas belas morenas (ele acredita que as mulheres tiveram um peso maior na balança).



Nessa época, 1980, ele tinha 25 anos e a vida parecia-lhe simplesmente mágica; ainda havia carnaval em Salvador – hoje é completamente diferente - e os trios tocavam frevo, diz ele. Naturalmente fez muitos amigos, principalmente músicos; morava na Boca do Rio e, nessa época, Caetano, Gil , Luis Melodia, Os Novos Baianos, entre outros, se reuniam num bar chamado “Bate Papo” perto da sede do Esporte Clube Bahia, onde sempre aconteciam jam session, das quais ele participava timidamente. Começou a tocar profissionalmente, às quartas feiras, no legendário bar ''O Vagão'' - na realidade um verdadeiro vagão de trem - que ficava na rua Bartolomeu Gusmão, entre o Rio Vermelho e a Federação, e ficou muito amigo dos proprietários do local: Gini Zambelli - um guitarrista genial - e Klaus Jake, um saxofonista extraordinário, hoje falecido. Eles o acolheram carinhosamente nesse ambiente, ponto de encontro da elite musical da época.



Viveu em Salvador até 1985. Além de músico, também desenvolvia o lado artístico. Há um tempo atrás encontrou Gini Zambelli em Salvador e este lhe mostrou um pequeno cartaz publicitário do Vagão, confeccionado por ele, onde aparecia a incrível banda de latin-jazz ''Cameleon'', cujo percussionista era Carlinhos Brown (ainda um menino) e Fred Dantas, hoje maestro reputado, ainda no início da sua carreira como trombonista.

Mas em 1985, nasceu a sua filha, Aloma, e ele decidiu que era hora de mudar o rumo da sua vida; nessa época foi inaugurada em Feira de Santana, uma emissora da Globo – a TV Subaé - e ele candidatou-se ao posto de diretor de arte; trabalhou por lá durante quatro longos anos. Nesse período conheceu muita pessoas interessante, intelectuais e artistas. Criou um cartaz de divulgação para a Micareta de Feira, conquistou o primeiro lugar e afirmou-se como artista. Daí em diante, tudo ficou mais fácil; exposições, prêmios, a criação da Oficina de Arte Contemporânea, ao lado de Juraci Dórea e a possibilidade de trabalhar como professor de pintura no Centro Cultural Amélio Amorim. Depois da inauguração do CUCA transferiu-se para lá e continua a desenvolver trabalhos como professor de pintura e desenho. Além das artes plásticas, sua principal atividade, Galeano toca, atualmente, no conjunto musical "Gatos Pingados", cujo foco é a música instrumental brasileira

Esta é a história de Jorge Abel Galeano, argentino de nascimento, baiano de coração, feirense por adoção.


Galeano - Percepções Mágicas

Pelo artista plástico e crítico de arte, César Romero
Prêmio Gonzaga Duque - 2004 - ABCA-AICA

Jorge Galeano nasceu em Concórdia, Argentina, no ano de 1953. Morou em Buenos Aires, onde estudou desenho.

Viajou pesquisando, fazendo anotações e expondo pela América do Sul. Vivenciou culturas de seu país de origem, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru e Brasil. Chegou a Salvador em 1980, oito anos depois fixou-se em Feira de Santana e hoje mora numa chácara a 10 km da cidade. Com essa experiência se deu a fusão de duas culturas a Andina e a Sertaneja. Estas ações justificam seu trabalho.

As percepções mágicas e rutilantes, seu ideário metafísico podem evocar Juan Rulfo em Pedro Páramo e Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas". É nessa atmosfera - de um outro lugar - que se situa sua pintura.

Luzes e contrastes, entonações, sutilezas, vão dando identidade a personagens. O Sertão e os Andes se somam e se confundem, num exercício de ternura, numa anexação amorosa.



Cromatismo riquíssimo, superposição, contrastes, refrações, ajustes, combinações - a cor emocional - um universo mítico e envolvente. O sol do Sertão, o sol Andino,as reminiscências, caleidoscópio mágico, sucessões cambiantes, estórias sonhadas e as prometidas.

Galeano pinta seu entorno do ponto de vista plástico e ideativo. Na chácara um tempo derramando lentamente, ler, refletir, pintar na calmaria bucólica da terra. Os grandes e longínquos horizontes, os rios de águas buliçosas, o pingar das chuvas, o pôr-do-sol que não espera, a vitória das manhãs, os ventos de continuada passagem, os céus estelares e o Homem.

O trabalho: inventar um novo rumo para as coisas, acontecimentos, transmutar os achados da memória, os guardados arquétipos. Pintura - sonho e ação.

As lendas da infância e das cercanias do hoje, as casas de sapé, a caatinga exuberante parida da chuva. Os violeiros cantadores, a melancolia do tango, as festas populares, a solidão dos pampas, as coisas se fundindo num redemoinho constante e plural. Colcha de retalhos, o pulsante coração Latino-Americano: as questões do pintor.